top of page

Violência doméstica: mulheres como agressoras e homens como vítimas

  • Foto do escritor: Dália Matsinhe, Psicóloga
    Dália Matsinhe, Psicóloga
  • 30 de mar.
  • 3 min de leitura

A violência doméstica contra homens ainda é pouco reconhecida, apesar de existir em diferentes contextos sociais. Quando a mulher assume o papel de agressora, o fenómeno tende a ser invisibilizado, o que aumenta o sofrimento da vítima e dificulta o acesso a apoio.


Do ponto de vista clínico, a violência não depende do género, mas de padrões de comportamento, história emocional e dinâmicas de poder dentro da relação.


Tipos de violência mais usados pela mulher: A agressão feminina tende a assumir formas menos visíveis, mas com forte impacto psicológico:

  • Violência psicológica. Críticas constantes, humilhação, desvalorização, comparação com outros homens, manipulação emocional, chantagem afetiva.

  • Violência verbal. Gritos, insultos, sarcasmo, desqualificação da masculinidade.

  • Violência emocional. Retirada de afeto como forma de controlo, ameaças de abandono, criação de culpa.

  • Violência social. Isolamento do homem em relação a amigos e família, controlo de contactos.

  • Violência económica. Controlo do dinheiro, limitação de recursos, dependência financeira forçada.

  • Violência física. Menos frequente, mas presente, muitas vezes minimizada ou não denunciada.


Características do homem vítima: Muitos homens vítimas apresentam padrões internos que favorecem a manutenção da relação:

  • Dificuldade em reconhecer-se como vítima

  • Sentimento de vergonha e medo de julgamento

  • Crença de que deve suportar para manter a relação

  • Baixa autoestima ou dependência emocional

  • História de invalidação emocional na infância

  • Dificuldade em expressar emoções e pedir ajuda


É comum que normalize a agressão, especialmente quando esta não deixa marcas físicas.


Características da mulher agressora: A mulher agressora nem sempre corresponde ao estereótipo de violência explícita. Em muitos casos, apresenta:

  • Necessidade de controlo

  • Baixa regulação emocional

  • Histórico de trauma ou abandono

  • Insegurança e medo de rejeição

  • Padrões de manipulação como forma de manter ligação

  • Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios comportamentos

  • Algumas alternam entre agressão e demonstrações de afeto, criando confusão emocional na vítima.


Por que a sociedade resiste a reconhecer esta realidade?

Existem fatores culturais e sociais que dificultam este reconhecimento:

  • Estereótipos de género. O homem é visto como forte e resistente, o que entra em conflito com a ideia de ser vítima.

  • Validação seletiva da dor. A dor masculina tende a ser desvalorizada ou ridicularizada.

  • Medo de julgamento. O homem teme não ser levado a sério por amigos, família ou autoridades.

  • Narrativas sociais. A violência é frequentemente associada ao homem agressor e à mulher vítima, o que limita a perceção de outros cenários.

  • Falta de formação profissional. Muitos serviços não estão preparados para identificar e acolher homens vítimas.


Abordagem terapêutica

Na prática clínica, o foco passa por ajudar o homem a reconhecer o que vive, nomear a violência e reconstruir a sua perceção de si.


A hipnoterapia trabalha crenças profundas como “eu tenho de aguentar”, “pedir ajuda é fraqueza” ou “não sou vítima”. Ao reestruturar estes padrões, a pessoa ganha mais clareza, segurança e capacidade de ação.


Também se trabalha regulação emocional, definição de limites e tomada de decisão consciente. Em alguns casos, o afastamento da relação torna-se necessário para proteger a integridade emocional e física.


Reconhecer este tipo de violência não retira importância a outras formas. Amplia a compreensão. Quando se valida a dor sem olhar para o género, cria-se espaço real para prevenção e intervenção eficaz.


Dália Matsinhe - Lexpsique, Lda.


Mestre em Psicologia, Programação Neurolinguística e Hipnose Clínica | Certified in RTT®, RTT Practitioner, and Hypnotherapist


📍 SHOPPING 24, Avenida 24 de Julho, Loja 15, Edifício 24 (Clínica FISIOLAB), Maputo – Moçambique


Contactos:

☎️00258 845946215 (WhatsApp)




💬 “Curar é reencontrar-se com a própria essência.”


🌸♥️:🖤💚💘💖💙🧡💜💕🤎💗♥️🤍❣️❤️💓🌸🌺🌼


 
 
 

Comentários


00258 821619153 / 00258 845946215 / 00258 871619151

  • Spotify
  • Facebook
  • Facebook
  • Instagram
  • LinkedIn
  • Twitter
  • Whatsapp

©2026 by Dália Matsinhe - LexPsique, Lda.

bottom of page